domingo, 31 de janeiro de 2010

Uma janela com vista para a cidade

Já tenho saudades dos dias bonitos e amenos para poder estar na minha varanda a ler um livro, ou simplesmente a admirar a vista que tenho sobre a minha cidade.

(Ilustração de Simona Meisser)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os amigos


Tal como diz o povo " os homens não se medem aos palmos"
Também podemos aplicar este mesmo ditado á amizade.
Não interessa se é grande ou bonito o sentimento é o mais importante.
Na minha infância também tive um amigo um pouco diferente, um pinguim, tínhamos que o levar ao mar todos os dias ao final da tarde.
Mas quanto a amizades diferentes fui uma sortuda porque tive gansos, papagaios, macaco, coruja etc., e claro que também tive cão e gato.
Daí a minha paixão por animais!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Contar histórias

"Não se pede ao contador um pedaço da vida quatidiana, mas um Grande pedaço de sonho..."
Henri Verneuil
E quem não gosta de ouvir uma história bem contada?
(Ilustração Bénédicte Carboneill)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Alice no País das Maravilhas







Ilustrações de:
1ª - Gosia Mosz aqui
2ª - Arthur Rackham 1907
3ª - A. E. Jackson 1915
4ª - Gwynedd Hudson 1922 aqui



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mudam-se os tempos mudam-se a vontades


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Liberdade

Se eu fosse um ave, gostava de ser uma gaivota.
Não sei bem porquê.
Gosto imenso de as ver e ouvir.
Tenho o privilégio de as ver a voar aqui mesmo enfrente da minha janela.
São livres, independentes e adoram o mar tal como eu!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vendaval

Parece-me que o planeta e a natureza andam muito zangados com todos nós.
Já perdi a conta mas parece-me que chove á mais de mês e meio.
Ontem mesmo quase me senti uma verdadeira Mary Poppins tal era o vendaval e chuva!
Este inverno está muito rigoroso, temos tido de tudo, vento, chuva, frio, neve e até já tivemos um sismo.
Mas tudo isto não é nada comparado ao que aconteceu no Haiti.
Catástrofe!
Um povo extremamente pobre, que está farto de sofrer, só lhe faltava mais esta!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Mas que frio!


Oh!oh!oh!
É melhor é ir para a toca está a nevar!
(Ilustradora Jane Chapmam ?)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Joe Dassin

E esta é para mim!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Para Ti!




Fausto

“O barco vai de saída”

O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora ou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
Por servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa

Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-íris
desvaira se os vires
desvairas magias.

Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa

O mar das águas ardendo
o delírio do céu a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
e olha o meu azar

e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa

Bom Ano!