domingo, 13 de junho de 2010

Santo António de Lisboa

Deixo aqui a biografia do Santo António.
Ao contrário do que muita gente pensa (mesmo os Lisboetas), o padroeiro de Lisboa é São Vicente.





Nasceu nos finais do séc. XII e seu verdadeiro nome era Fernando Bolhão (ou de Bulhões).
Dom Fernando Bolhão pertencia a uma família abastada.
Aos 20 anos decidiu esquecer a herança dos pais e dedicar-se à religião.
Fartou-se depressa das falsidades do clero e tornou-se padre franciscano, dedicando toda a sua vida aos mais pobres e como sinal da sua dedicação, mudou o nome de Fernando para Irmão António!
Começou então a viajar por todo o mundo, onde se tornou muito conhecido continuando a dedicar a sua vida a todos.
Deu aulas nas Universidades mais conhecidas da Europa e acabou por falecer em 1231, em Pádua e daí também ser conhecido por Santo António de Pádua e foi canonizado em 1232!
Comemora-se o dia Santo António de Lisboa a 13 de Junho por ter sido o dia em que ele morreu!
Conhecido também como o "santo casamenteiro" embora não se lhe tivesse conhecido nenhuma mulher e nos seus milagres não constar que tenha havido casamentos, as festas pagãs e do Cristianismo misturam-se, sendo comemorado no início do Verão, numa época relacionada com a fecundidade, o nascimento de novos frutos, novos cereais e em que se realizavam mais casamentos!
Santo António não é só casamenteiro também é evocado como o santo que ressuscita os mortos, que cura as enfermidades, que assegura e multiplica as provisões, que ajuda os marinheiros, que vela pela felicidade do matrimónio, que encontra as coisas perdidas e que fala com o Menino Jesus!
Em Lisboa festeja-se o Santo António desde o século XVI.
Nesse tempo as danças, os cortejos e as procissões realizavam-se em quase todos os bairros da cidade, que participavam nas festas, tentando ser os mais vistosos.
Assim nascem as marchas populares que ainda perduram nos dias de hoje!
As noivas de Santo António apareceram em 1950, por iniciativa do jornal "Diário Popular" que contribuía para que os mais carenciados pudessem ter uma festa a seguir á cerimónia religiosa do casamento!
Era-lhes oferecido um enxoval e os equipamentos domésticos, contributo de vários comerciantes, aos quais era feita publicidade!
E assim nasceu mais uma tradição!

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